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O som das águas quebrando é como música. Ritmado e harmônico. A brisa balança as toalhas e faz areia voar pelo ar. As pegadas na areia de vários tamanhos apontando para várias direções. Os pés descalços que carregam uma história e uma identidade. O mar enche e traz consigo as algas que cobrem a areia clara e macia. O cheiro do sol e da liberdade perfumam o ambiente. E as pessoas imersas em seus pensamentos, seus amores e suas vidas ficam olhando para a vastidão azul do mar. Cada um em seu mundo. Suas bocas movimentam-se em palavras que ao saírem adquirem uma música própria e são levadas pelo vento. Os meninos pulam na água, brincam, riem, lavam a alma. As marcas na areia são limpas e levadas para o fundo do mar. As horas vão passando, o sol vai descendo, as conversas acabando e ninguém parece perceber o tempo passar. As pessoas começam lentamente a juntar suas coisas. Fecham as cadeiras, guardam as roupas, descansam o livro ao lado. As palavras acabam de ser escritas e todos se levantam. Vão embora. Junto com o sol esperam o próximo dia para retornarem e beberem da deliciosa água do mar. Ficam apenas os pensamentos falados ao vento e a água vai chegando mais perto, junto com as sereias que começam a emergir.
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