Amigos da Luz: Morrendo e Aprendendo

A arte nos torna mais leves, mais presentes. A arte é o sol que ilumina nossos dias mais escuros, é a água que nos refresca no deserto, é a centelha que acende a candeia. Ela é concreta e abstrata ao mesmo tempo e se constrói porque colocamos um pouco de nossa alma nela. A arte é a junção de pensamentos e emoções e vibra com as cores mais intensas a cada ser que se sente tocado por ela. E nesse meio de criação e cor encontramos maneiras distintas de se fazer e ver a arte. São como as diferentes flores que compõem um jardim. Cada uma delas está ali para perfumar e colorir ainda mais, para se fazer presente e ser amada. Cada uma com seu próprio encanto, cantando as afinidades para os ouvidos que as querem ouvir. E sortudos são aqueles que podem desfrutar das várias flores e se abrir para as várias artes que pairam bem pertinho de nós.
Certa vez tive a oportunidade incrível de presenciar uma dessas flores desabrochar e espalhar seu perfume para uma multidão que esperava ansiosamente por esse cheiro adocicado. Pude morrer e aprender e não me arrependo nem um pouco. Como eu ri daquela senhora no caixão, em meio às rosas e margaridas brancas a abraçando e confortando. Dei gargalhadas com o arroz e o feijão que eram doados e fizeram graça até com a minha cidade querida. Mas infelizmente um lugar no céu não me foi prometido, simplesmente por torcer para o time errado de futebol. Fiquei esperando ansiosamente pelo anjo belo descer com uma trombeta e até um pokemón eu vi, mas uma pena que ele não era o recepcionista do andar de baixo. Falando nisso, é necessário fazer uma reclamação pela falta de hospitalidade que nossa companheira recebeu do outro lado.

E no meio de todas essas piadas fantásticas eu ainda fui presenteada com um conteúdo doutrinário muito bem apresentado. Toda a história criada com base em princípios espíritas, trazendo conforto e acima de tudo sabedoria para todos aqueles olhos que se deliciavam com o que estava sendo contado. Além de tudo isso, eles ainda fizeram graça com coisas que eu jamais pensei que poderiam ser levadas para o mundo eterno das piadas de maneira a não se perder a seriedade do conteúdo. Irônico não é mesmo? Fazer piada sem perder a seriedade. Mas eles conseguiram e saí de lá enxugando as lágrimas e massageando as dores faciais causadas pelas intermináveis risadas que vinham uma atrás da outra. Parafraseando o apresentador, sábios são esses que misturam o humor e o saber, a risada e o aprender, jogam em uma só panela, misturam até a massa ficar bem uniforme e assam a arte espírita. Que nada mais é do que uma dessas florzinhas que vem abrindo seu caminho e ganhando espaço no jardim da arte.


A minha nossa, que cabeça a minha. Me desculpem por não apresentá-los. Toda essa belezura me foi presenteada pelos Amigos da Luz no espetáculo Morrendo e Aprendendo, convidados pelo Portal Ser a fazer uma visitinha aos mineiros, aqui em BH. São eles os artistas que me proporcionaram todas as risadas e reflexões. O trabalho deles é incrível e se alguém quiser conhecer é só dar um pulinho no canal Amigos da Luz no Youtube ou então dar uma lidinha no site deles. Quem sabe a próxima pessoa que vai sair ofegante do teatro ou então cair na cadeira de tanto rir será você?
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