The 100 -1ª Temporada (Resenha)

A gente precisa conversar sobre a primeira temporada de The 100. Onde essa série esteve a minha vida toda? Tudo bem que os primeiros episódios tem uma pegada um pouco Jogos Vorazes, com toda a questão de um mundo pós apocalíptico onde são os jovens que pagam o pato pelos erros dos mais velhos, mas tudo bem. Um pouquinho que você avança dá pra perceber que The 100 trata de coisas que vão além da mera sobrevivência em um ambiente hostil e desconhecido. Trata da mudança que todos nós sofremos quando somos colocados em situações que exigem que repensemos nossos valores. Trata de amizade, lealdade, romance e guerra em um contexto de liberdade total, no qual cada passo em falso pode levar a mais de uma bomba. Os personagens são constantemente levados a pensar até onde estão dispostos a ir para continuar vivendo.

Com a explosão das últimas bombas nucleares e o fim da (aparente) terceira guerra mundial, os humanos encontraram no espaço o único local para se refugiarem e conseguirem preservar nossa espécie, até que a terra perdesse todo o resquício de radiação e voltasse a ser habitável. As 12 estações que compõem a Arca vivem em uma comunidade que tenta de todas as formas consertar os erros da humanidade construindo um ambiente colaborativo e pacífico. Porém, ninguém é capaz de mudar ninguém e a sociedade perfeita ainda está longe de ser alcançada. Em um trágico e não tão belo dia, o Conselho descobre que a Arca estava morrendo e para evitar que todos fossem exterminados eles teriam que eliminar uma certa quantidade de pessoas a fim de salvar o pouco oxigênio que ainda restava

Eles decidem então formar seu próprio Esquadrão Suicida e mandam 100 dos jovens delinquentes que estavam presos para a Terra, para que eles pudessem ver se já era possível começar a reconstruir a civilização humana em sua verdadeira casa e de quebra ainda salvar alguns meses a mais de oxigênio. Eles mandam os jovens no escuro, sem saber de nada, para um lugar em que possivelmente seriam exterminados no momento em que colocassem os pés para fora. Mas, surprise surprise, a Terra era habitável meus caros amigos e esses mesmos jovens que eram os bad guys, de repente têm que se tornar os grandes salvadores da humanidade. Era uma missão quase impossível, se eles não contassem com as mentes rápidas e brilhantes de alguns dos ladrõezinhos que vieram.

Uma dessas mentes é a de Clarke, uma jovem que seu único crime foi ficar ao lado de seu pai (o companheiro que detectou a falha na estação espacial e resolveu contar para Deus e o mundo) e que desde o momento em que pisou na Terra faz de tudo para manter seu povo vivo. A outra mente por trás de toda a estratégia de sobrevivência é Bellamy Blake. Nos primeiros episódios você vai ter uma mistura de raiva e ódio por ele, afinal ele faz de tudo para a Arca pensar que o plano de descer para a Terra é furada. Mas te garanto que a medida que o tempo for passando ele vai se transformar em um cara íntegro, na medida do possível, e leal a seu povo, que coloca o bem estar de seus amigos acima de qualquer coisa. Pode ser difícil de acreditar que ele vai adquirir uma super consciência, como eu mesma dizia à amiga que me indicou a série, mas como ela mesma falava (e estou falando com vocês): calma, tenha fé. Ele realmente se transforma e vira um personagem preferido da vida. Ele, assim como Clarke, faz tudo que está ao seu alcance para garantir a sobrevivência do seu povo.

Só que tem um ponto que ninguém esperava: eles não estão sozinhos. Sim, existem pessoas que sobreviveram mais de 100 anos na Terra e que não estão nem um pouco dispostos a entregar tudo de mão beijada para 100 adolescentes que acham que são os novos reis do mundo. Portanto, a história da primeira temporada se constrói em volta da luta entre o pessoal da Arca e os grounders (o povo da terra). É o conflito entre valores que dita o rumo da série. De um lado, um povo que só fala guerra e do outro um povo que quer a todas as custas achar seu lugar no mundo. Fazer essas duas línguas diferentes conversarem é uma tarefa muito árdua que Clarke e Bellamy, como os líderes do grupo, precisam desempenhar para não começarem um massacre que poderia matar todos os lados.

A primeira temporada fala sobre sacrifício, sobre viver em comunidade, fala de amor, romance e fala principalmente das escolhas que fazemos. Em um piscar de olhos, o Povo do Céu se encontram em situações que os obrigam a crescer e se tornar guerreiros. Mas, é muito fácil se perder quando se tem tanta liberdade e é muito fácil largar mão dos valores e seguir nosso instinto de vingança e sobrevivência quando se encara a morte face a face. Alguns se perderam no caminho, mas os que ficaram se uniram e decidiram defender com unhas e dentes seu mundo. Os que não sabiam viver em grupo tiveram que aprender, os que foram denominados líderes tiveram que liderar e os jovens, de uma hora para outra, se tornaram adultos. Essa evolução dos personagens é um ponto muito forte da história e muito legal também. Podemos acompanhar as mudanças que eles vão sofrendo e vamos sentindo junto com eles o amadurecer forçado e ficamos angustiados no se vira nos trinta que se transforma a Terra.

A série tem a dose de comédia na hora certa, um típico triângulo amoroso (Flarke ou Faven?), muita ação, muita luta, muita morte também e muita, muita amizade. O Povo do Céu desenvolve um senso de família que contagia, afinal deveriam dar as mãos para continuarem as tendo. The 100 vai te fazer sentir ansiedade, curiosidade, raiva, angústia, indignação, vai te fazer shippar todos os casais possíveis (quem nunca) e vai te dar muito no que pensar. No fim das contas o que você sacrificaria de você mesmo para sobreviver? Até onde você iria? Matar ou ser morto. Sangue se paga com sangue. Esse é o lema dos que você enfrenta. Será que para vencer essa luta você vai ter que se transformar no seu próprio inimigo?

May we meet again na segunda temporada 😉

bellarke-2
Ladies and Gentleman, I give you… Bellarke! Vejam os coraçõezinhos invisíveis pulando entre eles ❤
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