The 100 – 2ª Temporada (Resenha)

Se você chegou até aqui significa que já viu a primeira temporada toda. Então você sabe que depois que a Clarke fritou (literalmente) os grounders ela acordou em um quarto branco suspeito, com uma música de fundo um tanto quanto deprimente. E olha, essa música a persegue porque é exatamente com ela que Clarke começa a segunda temporada. Ela está curada, limpa e presa no misterioso quarto branco. Quando ela finalmente consegue sair de lá, descobre que está em Mount Weather, um abrigo (que já virou uma cidade) de pessoas que vivem no subterrâneo desde o lançamento das bombas nucleares. Aparentemente, Mount Weather é o lugar em que os jovens deveriam ter aterrissado lá no começo da 1ª temporada, mas parece que todo mundo esqueceu disso, porque ninguém nem comenta nada.

O fato é que tudo que aconteceu na 1ª temporada modificou drasticamente a cabeça de Clarke, agora ela vê todas as situações como perigo em potencial e sua capacidade de confiar nas pessoas está há muito perdida. Então, a medida que ela percorre os corredores frios e necessitados de vitamina D de Mount Weather, suas suspeitas só aumentam com relação à aquelas pessoas aparentemente tão amáveis e prestativas. Mas não é mistério para ninguém que todo mundo tem um segredo e quando ela descobre o que os Mountain Men escondem ela surta e dá um jeito de ir embora o mais rápido possível. Assim, ela parte com uma ajuda inesperada atrás de Bellamy e Finn (lembra que eles ficaram para trás?), na esperança de que eles ainda estejam vivos para ajudá-la a juntar o exército necessário para libertar seus amigos que estão em Mount Weather.

Paralela a essa luta de Clarke, vemos os sobreviventes da Arca batalhando para sobreviver (trocadilho intencional mesmo). Deslumbrados com a beleza e a liberdade proporcionada pela Terra eles lutam com todas as forças para reconstruir a sociedade que tinham lá na Arca, com as mesmas regras e costumes. Porém, é mais do que óbvio que esse método falharia. Eles estão em um ambiente completamente diferente, em circunstâncias que pedem um outro tipo de pensamento e atitude e querem continuar do mesmo jeito que eram quando moravam no espaço, em uma estação espacial (destaque nessa palavrinha espaço). Nem preciso dizer a enorme lista de diferenças entre os dois ambientes né?!

A segunda temporada se passa em dois planos diferentes (Mount Weather e Camp Jaha), mas com objetivos semelhantes: sobrevivência. O povo da Arca se une e juntos batalham para salvarem os seus e conviverem com o inesperado. Ao longo dos episódios somos apresentados a novos personagens intrigantes como parte da nova trama, que se desenvolve com base no relacionamento entre o povo do céu e os grounders. Somos introduzidos à cultura dos grounders, temos contato mais de perto com sua religião, crença e com isso vamos os conhecendo um pouco mais e até nos afeiçoando a alguns deles. A temporada tem seus altos e baixos e muitas vezes acontecem coisas surpreendentemente inesperadas que te farão perder noites de sono (aconteceu comigo pelo menos).

O que eu mais gostei nessa temporada, e algo que eu gosto na série em geral, é que os personagens não são constantes. À medida que as coisas vão acontecendo dá para ver claramente a mudança de atitude, de visão e de comportamento por trás de cada um. Eles mudam com o tempo e conseguimos nos identificar com isso, porque não somos os mesmos em todos os meses de um ano, quem dirá quando passamos pelo que eles passaram. Os vemos se adaptando e transformando perante desafios ainda mais cruéis e acima de tudo somos levados a pensar no quanto nossos valores sofrem e mudam com o decorrer da vida. E nessa temporada específica, creio que pela introdução de novos personagens e novos cenários, conseguimos identificar as inconstantes mudanças que, como na vida de todos nós, definem o curso da nossa história.

Não é segredo mais para ninguém que Bellamy Blake tem um lugar bem especial guardado no meu coração (tanto que ele tem um parágrafo só para ele) e nesta temporada ele prova todo o caráter e o amor que eu sabia que ele tinha lá no fundo. De todos os personagens, ele é o que mais se transforma ao longo dos episódios, nos quais suas motivações vão se transformando para algo menos egoísta ou sister related. Ele se coloca disponível a qualquer sacrifício para ajudar seus amigos e por isso vamos comprando cada vez mais sua briga.

A premissa que segue a narrativa é acrescida de surpresas, conquistas, arrependimentos e decepções (doloridas demais). Fala de confiança, novas alianças prosperando e velhas se rompendo. Alguns personagens irão ganhar o seu afeto quando só tinham hostilidade, outros farão escolhas impulsivas e imprudentes que prejudicarão não só a vida dos que juraram proteger, mas toda a história que previamente delineamos em nossas expectativas. Os personagens são levados a ver as situações com uma perspectiva ainda mais distante das que eles tinham quando chegaram e agora, mais do que nunca, precisam achar um meio de unir dois povos em favor de um objetivo em comum. A guerra separa e une ao mesmo tempo. A primeira temporada fala de sobrevivência, a segunda de mudança e só nos resta descobrir agora qual o mistério que a próxima vai jogar sobre nós.

t100-clarkes_survaillance_cam_at_mt_weather2
Bizarro define este momento

May we meet again na terceira temporada 🙂

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