O que importa

O que importa sempre foi

Dar sozinha as cordas no relógio

Comandar o ritmo dos ponteiros

 

O que importa sempre foi

Estar um passo a frente

Não ouvir Surpresa! ou de repente

 

O que importa sempre foi

Saber de tudo e de todos

Controlar cada centímetro do globo

 

Um dia porém o relógio cresceu

O cenário mudou a visão

Era preciso outro par de mãos

Para dar corda no coração

 

A cela abriu as portas e liberou a fantasia

Ela e realidade em uma só se transformaram

Até as rimas se descontrolaram

E os sentimentos afloraram

 

Então, o mar de repente se agitou

A tempestade raivosa o barco balançou

O incontrolável dominou a situação

E ela, perdida, ao desespero se entregou

 

Era mais fácil pular no azul do horizonte

Porque na sua ânsia de governar

Ela havia esquecido de amar

 

Mas desistir não era uma opção

Ela queria ser novamente

Colocar as cordas de lado

E deixar o barco ser carregado

 

A dona do relógio precisou aprender

Que sentir é muito mais que sofrer

A navegante precisou aprender

Que o que importa na vida é viver

 

 

 

 

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