O Lado Bom da Vida – Matthew Quick (Resenha)

O que O Lado Bom da Vida me ensinou? Nunca corra com um saco de lixo em você e não divida cereais com a cunhada do seu amigo senão você vai acabar competindo e um concurso de danças para receber cartas do amor que você destruiu. Ok. Não foi completamente culpa dele. Ele teve um ataque violento de bipolaridade quando viu sua mulher com outro cara no banho escutando a música de casamento deles. Mas o que acontece é que eu até tentei pensar em algumas coisas boas para falar, mas elas parecem ter fugido da minha cabeça junto com toda a cor dessa história. E mais uma vez ocorreu a raridade no mundo da ficção: o filme superou o livro. Sim, meus caros. O longa protagonizado por Bradley Cooper e o Oscar de Jennifer Lawrence deram um upgrade e uma história que não tem nada além de uma dramaticidade exacerbada.

Muitos discordarão de mim e dirão que a obra é incrível por tratar tão bem de conflitos psicológicos e da influência total do estado mental nas vidas e relações das pessoas. O livro traz a perspectiva do Pat, o rapaz com bipolaridade que cometeu um crime contra aquele que roubou o amor de sua vida, após sair da clínica onde ele foi internado para tratar de seus problemas psicológicos. Decidido a reconquistar sua ex-mulher (mas sem poder se aproximar dela) ele conta com a ajuda de Tiffany, uma ninfomaníaca que alega ser BFF da (ex) mulher de Pat. Em troca do corpo dele para uma competição de dança ela o ajuda a trazer sua amada de volta.

Toda história é contada pelos olhos de Pat e a narração se torna um tanto quanto perturbadora à medida que os problemas se intensificam. Nisso o autor foi genial, preciso tirar o chapéu (olha, achei uma coisa boa para falar). Ele conseguiu transmitir tudo o que ele estava sentindo para as palavras, de modo a fazer o leitor sentir junto também. Acho que talvez seja por isso que a leitura se torna um pouco cansativa, já que a escrita é toda baseada na maneira de pensar de Pat que por sua vez é diretamente influenciada por seu distúrbio. O conteúdo é muito denso e foi transmitido com excesso de intensidade. Além disso, falta um pouco mais de dinamicidade na história.

Maaaas, como sempre fui entusiasta das emoções literárias, tenho que reconhecer o mérito desta obra em concretizar sentimentos tão próximos da realidade contada. Eles são tão reais que durante a leitura você se pega com dificuldade em distinguir os seus sentimentos dos sentimentos dos personagens. Acho então que o lado bom do lado bom da vida é você realmente se sentir como aquelas pessoas que buscam um manual para seu final feliz (por pior que isso possa soar).

Então vem correr com a gente (e com um saco de lixo) 😛 

O LADO BOM DA VIDAlado bom

Matthew Quick

Ano: 2008

Páginas: 256

Editora: Intrínseca

Gênero: Ficção

Onde comprar: Amazon

 

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4 comentários sobre “O Lado Bom da Vida – Matthew Quick (Resenha)

  1. Wow…. Eu vi o filme e, depois li o livro. Que resenha inspiradora. Concordo que o filme supera o livro. Fiquei um pouco cansada e entediada com as neuras do Pat e ver tudo na visão dele é meio perturbador.
    Portanto, ótima resenha \0/

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  2. Adoroooo esse filme, me sinto super representada nas cenas de corrida . Ainda não li o livro, mas devo ler em breve pra ver se qual gosto mais.
    Valeu pela resenha!

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